John Green possui uma “tática” interessante para poder definir e especializar seus livros: criando personagens cativantemente nerds. E claro, com o Teorema Katherine não podia ser diferente. Apesar das opiniões dos leitores em geral afirmar que este foi o livro mais fraco do autor, a minha impressão foi bastante positiva, se tornando o meu preferido logo nas primeiras páginas.

Afinal, de onde surgiu esse “O Teorema Katherine”? E é agora que eu lhes apresento Colin Singleton. Colin é um garoto que leva uma vida um tanto estranha, além de toda a sua inteligência, que o faz ser considerado prodígio desde criança, ele possui uma mania de criar anagramas, e também, por mais esquisito que possa parecer, namorar somente Katherine’s. Sim, escrito exatamente dessa forma: K-A-T-H-E-R-I-N-E.


Para começar, acho importante abordar o tema que vem trazendo muitas discussões nas redes sociais ultimamente: a modinha. “Ler virou modinha”; “fulano nem lê, só quer se exibir com o livro”; “só começou a ler porque virou modinha” são uns dos principais argumentos para tentar explicar o sucesso repentino de A Culpa é das Estrelas, é perceptível que existem pessoas que adquirem o exemplar apenas por status, mas ainda assim, isso pode despertar seu interesse em lê-lo. Minha posição em relação a isso é: se modinha for ruim, nenhum livro é modinha, e sim apenas uma boa história que uma pessoa lê, indica para outro que vai indicando e enfim, o livro se torna o sucesso do momento. Afinal, uma boa história sempre atrai muitos leitores, o gosto é relativo e ler nunca é demais.


A Menina que Roubava Livros, a princípio, chamou a minha atenção em um ponto específico: a narração. O livro é narrado em Terceira Pessoa, mas a parte interessante é que, quem nos conta a trama toda é a Morte, um(a) narrador(a) observador(a) simples, e se possível, simpática, um espectro que gosta de nomes, cores e que sente temperaturas. Esse é um aspecto que trouxe um ar mais poético para a obra, que se passa em plena Segunda Guerra Mundial, despertando assim meu interesse.

Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.